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3 minutes
Date
10 January 2025

O melhor remédio tem inteligência artificial

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Há especialidades médicas que toda a gente conhece de nome, mas que poucas pessoas sabem exactamente o que fazem — ou o que podem fazer por elas. A Medicina Geral e Familiar é uma delas.
Quando a Joaquim Chaves Saúde nos desafiou a comunicar este serviço, o problema estava claro à partida: falar de uma especialidade é abstracto. Falar de uma tosse que não passa? Isso toda a gente entende.

Do sintoma à solução

A ideia central da campanha nasceu de uma constatação simples: as pessoas não procuram um médico de família — procuram resposta para um problema concreto. Uma dor de garganta. Uma infecção urinária. Um cansaço que persiste sem explicação aparente.
A partir daí, construímos o mote que daria nome a toda a campanha:

“O nosso médico de família é o melhor remédio.”

Uma frase que é, ao mesmo tempo, uma promessa e um reposicionamento. Não estamos a falar de uma consulta genérica — estamos a falar de uma relação de confiança, de continuidade, de cuidado personalizado. O médico de família como figura central da saúde quotidiana.

Uma campanha em dois tempos

Estruturámos a comunicação em dois momentos distintos, com lógicas diferentes mas complementares.
Primeiro momento — o reconhecimento. Lançámos um conjunto de peças construídas em torno de sintomas do dia a dia. Frases directas, quase interrogativas, que convidam as pessoas a identificar-se:
“A tosse é persistente? O nosso médico de família é o melhor remédio.”
“Dor de garganta que não passa? O nosso médico de família é o melhor remédio.”
“Está com uma infecção urinária? O nosso médico de família é o melhor remédio.”


A mecânica é simples, e é isso que a torna eficaz. O problema é nomeado. A solução é imediata. A mensagem não pede esforço — pede reconhecimento.

Segundo momento — a humanização. Depois de estabelecida a promessa, era hora de lhe dar rosto. Apresentámos os próprios médicos da Joaquim Chaves Saúde, transformando cada profissional numa versão pessoal do mote: “O Dr. X é o melhor remédio.” De especialidade a pessoa. De conceito a confiança.

O papel da inteligência artificial

Foi aqui que a AI entrou como ferramenta criativa.


Na primeira fase da campanha, onde comunicávamos os sintomas, precisávamos de personagens que representassem cada situação de forma autêntica e diversa. Em vez de recorrer a uma produção fotográfica tradicional, utilizámos inteligência artificial para gerar essas personagens — o que nos deu uma liberdade criativa significativa para representar diferentes perfis, contextos e situações do quotidiano, com consistência visual e sem as limitações logísticas de um casting convencional.
Na segunda fase, onde a campanha ganha rosto real, fizemos um shooting com os próprios médicos da Joaquim Chaves Saúde. AI e fotografia a trabalharem em conjunto — cada uma no momento certo, com o propósito certo.

Comunicar saúde é sempre um exercício de equilíbrio entre clareza e empatia. Esta campanha foi exactamente isso: uma ideia simples, contada em dois tempos, com as ferramentas certas.
O melhor remédio, afinal, começa por ser encontrado.